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O verdadeiro desafio não é inserir uma idéia nova na mente militar, mas sim expelir a idéia antiga" (Lidell Hart)
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

As críticas do terrorista norueguês ao Brasil

Terrorista critica mistura de raças do Brasil


500 páginas, atirador norueguês diz que miscigenação é responsável pela ”falta de coesão” do País, uma nação ”de segunda classe”
26 de julho de 2011 | 0h 00
José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo
O Brasil recebe 12 menções no manifesto de exatas 1.516 páginas deixado na internet pelo extremista norueguês Anders Behring Breivik, que matou 76 pessoas na sexta-feira.
Primeiro, o País aparece como exemplo negativo de “mistura de raças”, responsável pela suposta falta de coesão interna, que transformaria o Brasil em um país de segunda classe. Para o terrorista, a variedade de “subtribos” sabota qualquer esperança de se atingir no Brasil “o mesmo grau de produtividade e harmonia” de Escandinávia, Alemanha, Coreia do Sul e Japão.
Em seguida, Breivik diz que o “modelo brasileiro” foi estabelecido após a “Revolução Marxista Brasileira”, responsável pela “mistura de europeus, asiáticos e africanos”. A nuvem de 778 mil palavras do texto (veja ao lado) mostra como o ele é repetitivo. Os termos mais citados (em inglês) são “europeu”, “Europa”, “muçulmano(s)”, “Islã/islâmicos”, “cristão(s)” e “ocidental”.
O manifesto impressiona pelo tamanho, mas não pelo conteúdo. Grande parte foi produzida seguindo os preceitos da escola tecno-filosófica do CTRL+C e CTRL+V. Plágio puro e simples. Do manifesto do Unabomber a blogs de extrema direita, de páginas de malucos em geral à Wikipédia, trechos inteiros foram copiados e colados.
Quanto ao conteúdo, trata-se de um caso radical do que o crítico Roberto Schwarz certa vez chamou de “ideias fora do lugar”. Citações desconexas de autores marxistas misturadas com trechos da revista Economist, estatísticas inventadas e passagens do Alcorão. Tudo para “provar” que a Europa está sob ataque do Islã (uma nova onda de ataque, na sua versão) e precisa se defender militarmente – usando todas as armas que tiver à mão, incluindo o terrorismo.
Antes de atacar os muçulmanos, o terrorista defende ser preciso combater adversários internos que facilitam a penetração do “inimigo” no território europeu. A saber: políticos liberais, marxistas, feministas, defensores do politicamente correto, a academia e todo mundo que discordar de suas convicções racistas. Daí os alvos de Breivik terem sido o governo liberal norueguês e os filhos de seus líderes.
Breivik, que assina Andrew Berwick, tenta valorizar seu esforço intelectual escrevendo logo no começo que a elaboração do documento lhe tomou nove anos e 317 mil. Difícil imaginar como um trabalho de copiar e colar pode ter demorado e custado tanto. Parece ser mais um autoelogio para alcançar reconhecimento entre seus colegas racistas internet afora.

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